A Igreja Sofredora na Colômbia

Quando se fala em Igreja Sofredora, os locais que podem saltar à memória são países da Ásia e África. Talvez até mesmo da Europa. Mas a perseguição aos cristãos está muito mais próxima do Brasil do que se imagina. Vários centros de pesquisa e organizações apontam que a Colômbia e Cuba, por exemplo, são países que apresentam riscos à liberdade religiosa. Sejam por meio do crime organizado, corrupção e imposições legais, por meio de ameaças de morte e extorsão aos cristãos.

O Christian Solidarity Worldwide (CSW, em português “Solidariedade Cristã no Mundo”) – organização de direitos humanos especializada em liberdade religiosa – divulgou um relatório em 2018, compilando dados de uma pesquisa realizada pela prefeitura da cidade de Bogotá, que apontou índices preocupantes. Nos últimos três anos, 12,6% dos líderes religiosos em Bogotá receberam ameaças de morte, 4,1% enfrentaram extorsão e 3,9% foram ameaçados de sequestro por causa de suas atividades religiosas ou crenças.

As retaliações vêm principalmente de grupos armados ilegais que ameaçam os pastores e regulam as atividades dos crentes da comunidade local. Em depoimento à CSW, um pastor e outros três líderes disseram que foram forçados pelo comandante do grupo a viver com ele ou abrigar militantes em suas casas.

Mesmo que a maioria dos colombianos cristãos não pareça sofrer problemas de liberdade religiosa, o mesmo não pode ser dito das comunidades indígenas. Em abril de 2019, uma notícia do One Christian Voice (em português “Uma Voz Cristã”) revelou que meninas cristãs estão sendo forçadas pelos líderes das suas comunidades a se casarem. O objetivo é tão somente fazê-las renunciar sua fé, impedindo que o cristianismo se espalhe. Sob o julgo dos maridos, elas suportam aprisionamento, abuso, isolamento e têm direitos humanos básicos, como educação e saúde, negados.

Os crentes perseguidos na América do Sul precisam das suas orações, contribuições e engajamento. Levante a Deus, junto com sua comunidade de fé, um clamor pelas igrejas que sofrem nas Américas. Eles, nós, todos somos NUN.

 

 

Redação de Missões Mundiais